Autorresponsabilidade e o paradoxo das escolhas

Autorresponsabilidade e o paradoxo das escolhas

Como assumir as rédeas da própria vida pode agilizar o percurso até o sucesso?

Você já deve ter ouvido dezenas de ‘gurus’ da era moderna comentando sobre a necessidade das pessoas de assumirem o controle da própria vida e como as decisões são cruciais para se atingir determinados objetivos.

Escritores como Paulo Vieira, comentam sobre a necessidade da autorresponsabilidade, entretanto, compreender isso é o que difere os que conquistam o sucesso daqueles que apenas o buscam.

Por isso eu lancei o , um movimento mais denso e eficaz para aqueles que participaram do Desafio de 40 Dias, mas também para aqueles que querem uma mudança efetiva para 2023.

Suas escolhas determinam quem você é, será?

Há quem diga que as escolhas são apenas frutos de um reflexo ou impulso controlado pelo nosso instinto natural. Algo como se terceirizassem a responsabilidade dos seus atos.

Por dezenas de anos, acreditava-se na impossibilidade de aprendizado depois de anos de vida, criando um verdadeiro “muro” para novos comportamentos e utilizando isso como desculpa para manter-se numa situação latente frente às possibilidades de mudanças.

Entretanto, nosso cérebro é capaz de reaprender novas programações.

Estudos recentes demonstram que o cérebro, graças a sua plasticidade cerebral, tem a capacidade de aprendizado por toda a nossa vida, inclusive a capacidade adaptativa em casos de acidentes com perda de material encefálico, designando novas áreas para a execução de atividades em áreas comprometidas.

Phineas Gage foi o exemplo claro dessa capacidade cerebral e mudou a forma como os cientistas lidam com o cérebro.

Para quem não conhece sobre esse famoso caso, Phineas era operário na construção de trilhos da malha ferroviária norte-americana quando, em uma explosão, teve seu crânio perfurado por uma barra de ferro.

Crânio de Phineas Gage

No acidente, cerca de 15% da massa encefálica do córtex pré-frontal foi perdida.

Para os médicos o acidente poderia ser fatal, entretanto Cage sobreviveu.

Após meses de recuperação, percebeu-se que Phineas não perdeu suas capacidade motoras, nem como fala, visão ou audição, mas sim parte da sua capacidade de memória de curto prazo. 

Outra mudança estava diretamente relacionada aos aspectos comportamentais do jovem, onde apresentou-se mais irritado, impaciente e intolerante, algo totalmente diferente do que era.

Este caso ainda é discutido pela comunidade médica e usado como referência para explicar a capacidade cerebral de se adaptar sem perder as funções essenciais.

Trazendo este cenário, podemos dizer que se funções básicas do cérebro foram designadas para outras para manter o jovem vivo, também temos a capacidade de adaptar nossas decisões ao longo da nossa vida de forma atemporal.

Ou seja, não estamos mais reféns do nosso passado, podendo a qualquer momento aprender novas formas de agir e isso coloca fim ao dilema “Ah, sou muito velho(a) pra recomeçar ou reaprender”.

Partindo dessa premissa, precisamos antes de mais nada, aprender a realizar escolhas, mas como fazemos isso?

Fazendo escolhas melhores

Na neurociência, todas as escolhas são programadas a partir de uma experiência prévia e mesmo as ações de reflexo, foram, antes de mais nada, treinadas e programadas para serem utilizadas de forma que não haja gasto energético do cérebro no processamento da informação.

Parece complexo, mas vou explicar.

Quando se aprende a dirigir ou se pratica um esporte de artes marciais, nosso cérebro é programado com informações de movimentos repetidamente à ponto que torna-se natural a decisão de execução dos movimentos.

O mesmo acontece no âmbito das decisões.

Se programamos nosso cérebro com decisões impulsivas sem analisar o cenário, nosso cérebro passa atuar como um executor mediante de situações onde a decisão deve ser tomada, procurando sempre o menor caminho.

É nesse momento que mora o perigo.

Se acostumamos nosso cérebro a decidir rapidamente de forma inconsequente, criamos sinapses cerebrais de decisões rápidas e fica cada vez mais complexo tomar decisões pensadas.

A melhor maneira de treinarmos nossas decisões para acertarmos cada vez mais, é através do treinamento.

Treinar pequenas decisões ao longo do dia, pode ‘treinar’ o cérebro a sempre buscar reflexões sobre as decisões e para isso, vale lembrar da regra dos 5 Segundos.

Assumindo o controle

A autorresponsabilidade segundo a etimologia da palavra é a capacidade de um indivíduo compreender e responsabilizar-se sobre suas escolhas, atos e ações.

Grande parte das pessoas ao longo de suas vidas preferem eleger um terceiro para justificar suas ações e por mais errado que possa parecer, isso tem base científica.

Como uma máquina perfeita, o cérebro tem dificuldade de assumir que a decisão que fez foi errada ou equivocada, buscando sempre argumentos ‘lógicos’ para evitar a dor da culpa.

Isso acontece no processo volitivo (comportamento motivado recompensa: ação de compra impulsiva ou racional), quando compramos algo sem a real necessidade e nosso cérebro busca vieses para justificar a compra.

Entretanto, assumir a possibilidade de falha não apenas deixa o cérebro mais saudável e confiante, como permite um aprendizado com o erro.

Ao terceirizarmos a responsabilidade, descartamos este valioso momento conhecimento e nos tornamos pessoas menos sensíveis à falhas, agindo de forma inconsequente.

A autorresponsabilidade é uma habilidade que precisa ser treinada e desenvolvida, minimizando a nossa capacidade de reclamar das circunstâncias, já que isso também é extremamente prejudicial, tanto para a saúde quanto para o sucesso.

É preciso agir! 

Em cada circunstância, a autorresponsabilidade vem como um fator determinante de ação e não apenas reação ao fato. 

Grande empresários e pessoas de sucesso sabem que indiferente os fatores que possam impactar, é necessário tomar uma ação baseada em decisões pautadas numa criteriosa análise de cenário.

“O pessimista reclama do vento, o otimista elogia o vento, mas o vencedor ajusta as velas” – Autor desconhecido

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