Distorção de realidade e preceitos biológicos podem criar falsos resultados e impedem pessoas de saírem da zona de conforto
“Gosto do impossível, pois lá a concorrência é bem menor” – Walt Disney
No começo das primeiras gerações de humanóides na cadeia evolutiva, os homo sapiens, eram responsáveis por basicamente duas atividades distintas que garantiriam a preservação da espécie e a sequência na cadeia evolutiva; a caça e a coleta.
Os alfas de cada tribo eram os caçadores ávidos que garantiam o sustento da prole, enquanto os coletores, passavam boa parte do tempo nos arredores de suas tribos coletando sementes, frutos e mantendo os cuidados com o restante do bando.
Não haviam cercas, portas ou qualquer tipo de limite territorial que impedisse os primeiros seres a explorarem um mundo de oportunidades.
Entretanto, cientistas noruegueses e norte americanos, descobriram em meados dos anos 70 uma subdivisão cerebral chamada de cérebro reptiliano ou primitivo, responsável pelas ações controladoras e que conduziam as formas primitivas de socialização.
Essa pequena fatia da base cerebral, foi descrito anos mais tarde por Abraham Maslow, como a base essencial da pirâmide de necessidades, onde o ser humano tem como premissa básica a subsistência:
Comer, beber, reproduzir, guardar energia e necessidades fisiológicas.
Basicamente uma descrição clara dos nossos ancestrais.
Já em plena era do desenvolvimento tecnológico, século 21, essa pequena porção cerebral ainda gera impactos comportamentais mesmo nos maiores líderes mundiais.
Biólogos e etologistas comentam como a interferência dos comportamentos ancestrais podem impactar as sociedades até os dias de hoje.
A resposta está no comportamento!
O cérebro reptiliano é responsável por impor limitações a todo comportamento que foge da premissa básica de alimentar, reproduzir e preservar (ARP). Sua atuação, como em nossos ancestrais, ocorre no campo fisiológico e também no campo inconsciente, como veremos mais adiante.
As limitações biológicas
A cerca de 200.000 mil anos atrás, os seres da classe sapiens eram movidos pelos efeitos biológicos. Se houvesse fome, caçava-se e supria-se a necessidade.
Em geral, o bando vivia dentro de uma zona segura, o que hoje podemos chamar de zona de conforto.
Para os etólogos, o espaço era físico e dava todos os recursos de subsistência. Havendo necessidade de algo além do que tinham neste espaço, era necessário romper os limites de segurança e por consequência, havia uma série de fatores biológicos envolvidos
Um dos fatores era a alta liberação de um hormônio chamado de Adrenalina.
A adrenalina é um dos mais antigos neurotransmissores já conhecido, juntamente com o cortisol.
“A adrenalina ou epinefrina é um hormônio simpaticomimético e neurotransmissor responsável por preparar o organismo para a realização de grandes feitos, derivado da modificação de um aminoácido aromático, secretado pelas glândulas supra renais, assim chamadas por estarem acima dos rins. Um hormônio que está relacionado com diferentes funções, como o aumento do nível de glicose e do ritmo cardíaco. A adrenalina é produzida em situações de medo e excitação” – Neuromarketing, o Marketing da Emoções.
Quando nossos ancestrais tinham uma dose de adrenalina liberada, seja por ameaças territoriais ou pela excitação da caça, sabia-se que algum limite da zona de conforto foi quebrado, havendo a necessidade de utilizar energia vital para sobreviver.
Trazendo aos dias atuais, quando estamos psicologicamente em nossa zona de conforto, delimitamos áreas de segurança, porém qualquer necessidade de ultrapassar esses limites, resultam numa forte carga de adrenalina, mas também de cortisol, o hormônio do estresse.
“O cortisol, também conhecido como hidrocortisona, é um hormônio esteróide, mais especificamente um glicocorticóide, produzido pela zona fasciculada do córtex adrenal. Ele é liberado em resposta ao estresse e a um baixo nível de glicocorticóides no sangue. Suas funções principais são de aumentar o nível de açúcar no sangue através da gliconeogênese (gluco=glucose; neo=novo; gênese=surgimento, portanto, se trata da formação de glicose no fígado para o corpo); suprimir o sistema imunológico, e ajuda no metabolismo da gordura, proteína e carboidratos. Além disso, diminui a formação de ossos.” Brainmedia 2014.
Ou seja, uma evidência no âmbito biológico, mas que atua diretamente na decisão de enfrentar os desconhecidos ou permanecer num estado de latência ou subsistência.

“Por não saber que era impossível, foi lá e fez” – Jean Cocteau
As limitações psicológicas
Para psicólogos comportamentais, as limitações, mesmo que subjetivas, provocam reações químicas em nosso organismo, criando impactos semelhantes aos nossos antepassados e impedem a ação como uma resposta de preservação. Por outro lado, enfraquecem o comportamento volitivo de conquista e crescimento.
Criadas a partir de percepções ainda nos processos de criação e consolidação das sinapses cerebrais, as limitações psicológicas podem ter o reforço ao longo da vida adulta, com acréscimo de medo, frustrações e traumas já vivenciados em ocasiões semelhantes ou não.
Estudiosos da universidade de Yale, Stanford e Harvard, discutem a tese de que o cérebro não interpreta a diferença entre o real e o irreal. Uma das evidências está ligada aos efeitos psicológicos provocados por filmes, novelas e seriados.
O estudo ainda aponta que muitas das possíveis “limitações psicológicas”, estão na observação de resultados e a distorção dos fatos muitas vezes irreais, como um gatilho que aciona o cérebro reptiliano, promovendo as mesmas doses biológicas de adrenalina e cortisol.
Resultados que foram captados por exames de ressonância magnética funcional e resposta galvânica da pele, onde voluntários assistiram trechos de filmes variados e analisaram as respostas cerebrais durante os estudos e após terem que realizar testes simples de múltiplas escolhas.
“Pode-se observar que as pessoas que assistiram filmes de terror, guerras ou com cenas de violência, tiveram menor habilidade de decisão simples, como qual cor de caneta utilizar para o teste, com receio irreal de punição ou de erro e demoraram mais para responder as questões que impunham uma saída abrupta da zona de conforto, como perguntas pessoas”,
Isso torna evidente que grande parte das limitações que acreditamos ter, nada mais é do que uma medida “protetiva” do cérebro de gastar energia e é aí que entra o risco da autossabotagem.
O sucesso está fora da zona de conforto! Senão há de concordar que todo mundo teria sucesso em todas as áreas da vida, correto? Errado!
É preciso ir buscar, dominá-lo e se auto controlar para conquistar o que tanto quer.
Algumas limitações são tão enraizadas e fantasiadas pelo nosso cérebro que simplesmente deixamos que nós dominemos a ponto de evitar uma ação que poderia, por exemplo, ser a cura de uma doença.
Nosso maior inimigo sempre será nós mesmos! É contra o reflexo do espelho que precisamos lutar para conquistar qualquer coisa.
O medo de brilhar é muito maior do que nosso medo do fracasso. É nossa luz e não nossa escuridão que nos assusta e nos impede.
Ficamos com receios de julgamentos, do que vão pensar de nós se nos transformarmos em milionários da noite para o dia?
Estamos chegando ao fim do desafio e é por isso que trouxe essa importante mensagem.
Não coloque limite para chegar onde se quer chegar. Não permita, não se sabote e não deixe que ninguém tenha mais poder do que você para decidir por você onde é o seu devido lugar e uma coisa eu garanto para você.
O seu lugar é o mais alto, o mais incrível, o mais inimaginado, mas só você poderá chegar lá ou deixar que grades muitas vezes invisíveis, irreais atrapalhem o seu resultado.
Lembre-se que o sucesso está a dois passos para fora da sua zona de conforto. Cabe a você a decisão de ir buscar.
